O caipira veio pra São Paulo e ficou completamente perdido.
Então perguntou pra um sujeito que estava sentado na praça, fumando.
— Dia, moço… O sinhô sabe onde é que fica o terminal de ônibus da Praça da Arve?
— Praça da Árvore? — corrigiu o paulistano.
— Isso, exatamente… Praça da Arve!
— Fica ali, ó! Na primeira rua à esquerda. Qualquer idiota sabe!
— Mais é por isso mesmo qui eu perguntei pro sinhô, uai!
O caipira desconfiava que sua namorada, a mulher mais
gostosa da cidade, andava pulando a cerca. Certo dia ele resolveu seguí-la. Ela saiu de casa com um
vestido bem curto e foi até o bosque.
O marido desconfiado ficou olhando bem de longe, pra não dar bandeira. Sua namorada andava na
direção de um homem, que estava comendo manga debaixo de uma enorme mangueira.
Então ela parou debaixo da árvore com ele, começou a conversar e logo o negão caiu de boca nos peitos da caipirinha. O caipira corno ficou furioso e foi correndo em direção a eles.
— Você vai morrer! Você vai morrer! — gritava ele, chegando mais perto.
Quando chegou a poucos metros da árvore, viu que o cara que estava chupando os peitos da sua amada era um negão de uns 2 metros de altura e 1 de largura. Então o negão se virou pro caipira e disse:
— E quem é que vai me matar? Você, seu baixinho magrelo?
— Não senhor — disse o caipira — É que o senhor chupou manga e agora tá tomando leite.
Isso aí mata, viu?
Viajando pelo interior de Minas, o sujeito sente seu carro falhar e, sem alternativas, pára no acostamento.
Ele não entende nada de mecânica, mas como não há nada para se fazer, ele abre o capô, mexe de lá, mexe de cá e não chega a nenhuma conclusão, até que ele ouve uma voz misteriosa:
— Foi o cabo da vela que se soltou!
Ele olha para todos os lados, mas não vê ninguem e a voz insiste:
— Veja o cabo da vela. Deve estar solto!
Novamente ele não vê ninguem, além de um cavalo que estava junto à cerca. Então ele examina o cabo da vela e confirma: alí estava o defeito.
Aliviado, ele liga o carro e segue o seu caminho. Logo adiante ele pára em um boteco, na beira da estrada para tomar um café e resolve contar o acontecido. Um dos presentes pergunta:
— De que cor era o cavalo que estava junto à cerca?
— Preto! — responde ele.
— Você deu foi sorte… — emenda outro caipira — Porque o cavalo branco não entende nada de mecânica!